segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pendrive falsificado: o inimigo público da geração netbook

Após um mês de dura batalha com os pendrives, posso dar informações para escrever um livro bem grosso sobre as práticas ilícitas de comércio e de como o consumidor é enganado pelos fabricantes e piratas de produtos eletrônicos.

A verdade inicial é: existem milhões e milhões de pendrives falsificados, memórias flash e cartões de memória embalados em epóxi e congêneres, travestidos de pendrives. São isto: pendrives travestis.

Os programas HP USB Tools, PE to USB, os Repairs de USB, WinSetupToUSB, MBRWizard, WinBuilder, e se eu continuar a lista vou enumerar uns 40 programs, simplesmente não reconhecem estas porcarias, dando a infame mensagem:

"USB disks not found"

Os programadores que fazem estes programas, orgulhosos de conhecer os programas dd, setores de boot, fdisk, cfdisk, imagens de disco e não sei o que mais, deviam ter vergonha de simplesmente dar esta mensagem. O problema está apenas no setor de boot, que um Diskpart do Linux pode resolver. Mas reparar o cabeçalho binário do pendrive, sem que tenha que ser um programa do fabricante (pois o XP se propõe a dar total infra-estrutura aos USB hosts), só mesmo o SDFormatter que:


  • Entra no serviço de USB do Windows;
  • Tem uma DLL para cada tipo de formato;
  • Consegue formatar estes "travestis"


A HP preocupou-se apenas com seus dispositivos de armazenamento, todos confiáveis. Mas experimenta montar um dispositivo em duas ou mais máquinas diferentes, para ver se você não bagunça este cabeçalho de memória.

Vergonha, a Internet está cheia de hackers arrogantes, que não conseguem decifrar um problema que enche os foruns de "tenta isto". Mas espera a comunidade GNU/GPL assumir o controle dos USBs, e o problema terá fim. É uma comunidade que usa a colaboração, e não a arrogância individualista para resolver os problemas.

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